Programa afasta alunos de drogas. Iniciativa da Brigada Militar beneficiou mais de 2,5 mil alunos de 40 escolas públicas da Capital - ZERO HORA 14/07/2011
Mais de 2,5 mil alunos de mais de 40 escolas públicas da Capital participaram ontem da solenidade de formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), do Comando de Policiamento da Capital, realizado na Escola de Educação Física da Brigada Militar.
As crianças e convidados assistiram às apresentações da Banda Marcial da Escola Estadual Visconde do Rio Branco, da Banda da Brigada Militar e de cães do Canil Adestrado da Brigada. Também foram entregues medalhas a professores representantes de escolas envolvidas no programa. Os estudantes ganharam lanche, cantaram e brincaram com bonecos da Brigada.
A secretária municipal de Educação, Cleci Jurach, agradeceu em nome de todas as escolas da rede municipal à Brigada Militar pelo trabalho desenvolvido no combate às drogas.
Iniciativa da Polícia Militar, o programa tem como base a educação de crianças e adultos em relação à resistência às drogas e à violência. É voltado a crianças e jovens dos ensinos Fundamental e Médio. Os pais também recebem orientações em reuniões e palestras.
COMPROMETIMENTO DOS PODERES
As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
ATENDIMENTO AO USUÁRIO - DISTRITO FEDERAL SOFRE SEM VERBAS PARA PROGRAMAS
DF sofre sem verbas para programas de atendimento aos usuários de drogas - Julia Borba e Mariana Laboissière - correio braziliense, 11/07/2011 07:35
O Distrito Federal ocupa uma posição vergonhosa perante as demais unidades da Federação no que diz respeito à cobertura de atenção à saúde mental e atendimento a dependentes químicos, como os usuários de crack. Dos mais de R$ 4 milhões previstos na execução orçamentaria deste ano exclusivamente no combate às drogas, nenhum real foi empregado para os programas de atendimento aos usuários de entorpecentes. Além disso, dados do Ministério da Saúde mostram que entre as 27 regiões do Brasil, a capital federal ocupa a última colocação em número de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) a cada 100 mil habitantes (veja quadro).
O estado de Alagoas lidera o ranking do Ministério da Saúde, com o melhor atendimento especializados disponível à população. O secretário de saúde do DF, Rafael de Aguiar Barbosa, assume que a situação aqui é a pior do país. Ele promete uma rede de apoio consistente até dezembro. Ao longo dos primeiros meses de gestão, no entanto, apenas um Caps e um consultório de rua foram implementados pelo governo. “O plano diretor de saúde mental foi aprovado há cerca de um mês. Ele contempla todas essas situações”, afirma. “Precisamos ter em torno de 40 unidades de apoio psicossocial e nós temos 12. Para internação, serão 66 leitos que atenderão os usuários de drogas na fase aguda”, prevê.
Em descompasso com os projetos que o governo do Distrito Federal pretende executar, R$ 3,3 milhões foram bloqueados ou contingenciados, de acordo com as informações do Portal da Transparência do GDF, atualizadas em abril. Do restante disponível, R$ 733 mil, nada foi utilizado para tirar do papel projetos como a criação de oficinas culturais e de prevenção às drogas, centros para recuperação de dependentes químicos e manutenção do programa educacional de prevenção a entorpecentes e à violência.
Apesar de a carência que o DF enfrenta ser uma realidade histórica, o Executivo tem meta ousada: colocar Brasília como modelo de tratamento no país. A Secretaria de Saúde também defende que está alinhada com o projeto do governo federal no combate às drogas. Porém, até o momento, nenhum recurso vindo da União teria chegado aos cofres do GDF. Antes da verba ficar disponível será preciso implantar parte da infraestrutura prevista.
Pacientes que sofrem de problemas como psicoses, neuroses graves e transtornos diversos têm poucas possibilidades no Plano Piloto. Além dos hospitais da rede pública, há apenas um centro de atenção à saúde mental. O problema é a instituição ser particular, o que descarta a possibilidade de tratamento para quem não tem recursos suficientes. Mesmo assim, a demanda supera 800 atendimentos por dia. Diante desse panorama, profissionais da área, parentes de doentes e membros da sociedade civil se uniram em torno de uma causa: incluir áreas para funcionamento de Caps no Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF (Pdot).
Estrutura esvaziada - Unidades de atendimento para cada 100 mil habitantes - Ministério da Saúde
» 1º - Alagoas 0,88
» 2º - Santa Catarina 0,87
» 3º - Rio Grande do Norte 0,83
» 25º - Acre 0,26
» 26º - Amazonas 0,23
» 27º - Distrito Federal 0,21
R$ 4 milhões - Total previsto para o combate às drogas em 2011. Nenhum real foi empregado até abril
O Distrito Federal ocupa uma posição vergonhosa perante as demais unidades da Federação no que diz respeito à cobertura de atenção à saúde mental e atendimento a dependentes químicos, como os usuários de crack. Dos mais de R$ 4 milhões previstos na execução orçamentaria deste ano exclusivamente no combate às drogas, nenhum real foi empregado para os programas de atendimento aos usuários de entorpecentes. Além disso, dados do Ministério da Saúde mostram que entre as 27 regiões do Brasil, a capital federal ocupa a última colocação em número de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) a cada 100 mil habitantes (veja quadro).
O estado de Alagoas lidera o ranking do Ministério da Saúde, com o melhor atendimento especializados disponível à população. O secretário de saúde do DF, Rafael de Aguiar Barbosa, assume que a situação aqui é a pior do país. Ele promete uma rede de apoio consistente até dezembro. Ao longo dos primeiros meses de gestão, no entanto, apenas um Caps e um consultório de rua foram implementados pelo governo. “O plano diretor de saúde mental foi aprovado há cerca de um mês. Ele contempla todas essas situações”, afirma. “Precisamos ter em torno de 40 unidades de apoio psicossocial e nós temos 12. Para internação, serão 66 leitos que atenderão os usuários de drogas na fase aguda”, prevê.
Em descompasso com os projetos que o governo do Distrito Federal pretende executar, R$ 3,3 milhões foram bloqueados ou contingenciados, de acordo com as informações do Portal da Transparência do GDF, atualizadas em abril. Do restante disponível, R$ 733 mil, nada foi utilizado para tirar do papel projetos como a criação de oficinas culturais e de prevenção às drogas, centros para recuperação de dependentes químicos e manutenção do programa educacional de prevenção a entorpecentes e à violência.
Apesar de a carência que o DF enfrenta ser uma realidade histórica, o Executivo tem meta ousada: colocar Brasília como modelo de tratamento no país. A Secretaria de Saúde também defende que está alinhada com o projeto do governo federal no combate às drogas. Porém, até o momento, nenhum recurso vindo da União teria chegado aos cofres do GDF. Antes da verba ficar disponível será preciso implantar parte da infraestrutura prevista.
Pacientes que sofrem de problemas como psicoses, neuroses graves e transtornos diversos têm poucas possibilidades no Plano Piloto. Além dos hospitais da rede pública, há apenas um centro de atenção à saúde mental. O problema é a instituição ser particular, o que descarta a possibilidade de tratamento para quem não tem recursos suficientes. Mesmo assim, a demanda supera 800 atendimentos por dia. Diante desse panorama, profissionais da área, parentes de doentes e membros da sociedade civil se uniram em torno de uma causa: incluir áreas para funcionamento de Caps no Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF (Pdot).
Estrutura esvaziada - Unidades de atendimento para cada 100 mil habitantes - Ministério da Saúde
» 1º - Alagoas 0,88
» 2º - Santa Catarina 0,87
» 3º - Rio Grande do Norte 0,83
» 25º - Acre 0,26
» 26º - Amazonas 0,23
» 27º - Distrito Federal 0,21
R$ 4 milhões - Total previsto para o combate às drogas em 2011. Nenhum real foi empregado até abril
COMBATE ÀS DROGAS - APENAS 20% APLICADOS DOS R$ 410 MIL PREVISTOS
Governo aplicou apenas 20% dos R$ 410 mi previstos para o combate às drogas. Maria Clara Prates. Colaborou Débora Álvares. CORREIO BRAZILIENSE, 11/07/2011 10:09
Eles já chegam à impressionante marca de 900 mil no país, formando um exército de dependentes químicos da cocaína e crack que não para de crescer, de acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU). Desde junho do ano passado, o governo reservou quase meio bilhão de reais para alterar a realidade, mas até agora não foram aplicados nem 20% dos recursos previstos, apesar da deficitária estrutura de atendimento. O Plano Nacional de Combate ao Crack e Outras Drogas, anunciado ainda no governo Lula, não decola. Isso, apesar de a considerável cifra de R$ 410 milhões ter sido pulverizada entre os ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Hoje, o Brasil sequer conhece a face de seus dependentes químicos, em especial do crack. O último levantamento oficial sobre o uso de drogas no país foi feito em 2005 e uma nova pesquisa seria concluída em março. Mais uma vez, fez água, conforme admite a própria Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad). Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em dezembro do ano passado, mostrou que 98% dos municípios brasileiros têm dependentes químicos, inclusive, de crack. Desses, apenas 14,7% têm Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e 8,4% contam com programas locais de combate ao crack.
Mesmo sem dados científicos sobre a realidade brasileira do crack, a secretária Nacional de Política sobre Drogas, Paulina Duarte, desdenhou da tese sobre o país viver uma epidemia de crack: “É uma grande bobagem.” O presidente da Comissão Especial de Combate às Drogas da Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG), discorda. Para ele, há um endemia que deve ser tratada como crônica. “Do ponto de vista político, é melhor tratar como epidemia, aprimorar e efetivar políticas públicas do que depois correr atrás do prejuízo”, destacou.
Sem atendimento
Ainda assim, o Plano de Enfrentamento do Crack e Outras Drogas deixa de contemplar cerca de 62% dos municípios brasileiros com a rede de atendimento pública a dependentes. Ele limitou o acesso às ações apenas a cidades com população acima de 20 mil habitantes, um total de 1.643 (29,5%). Para os demais, está prevista apenas a possibilidade de implantação de Núcleos de Apoio à Saúde da Família. Anunciada com alarde pela Senad, a construção de 2,5 mil leitos em todo o país significa apenas meia vaga para cada município brasileiro. Além disso, a tentativa de lançar editais públicos para contratação de vagas de internação não surtiu efeito. Foram tantas as exigências que não houve interessados.
Financiamento das ações
Agora, a presidente Dilma tenta tomar as rédeas do processo. No último dia 22, ela prometeu incluir as entidades de combate às drogas dentro das estratégias de governo, além de criar forma de financiamento das ações. A presidente, no entanto, rejeitou proposta de criar por medida provisória uma contribuição social de 1% sobre a venda de bebida e tabaco, para financiar o Fundo Nacional de Combate às Drogas. O governo analisa agora como financiar o problema. Os R$ 410 milhões destinados ao combate às drogas no ano passado foram pulverizados entre os ministérios da Saúde, que ficou com R$ 90 milhões; da Justiça, ao qual coube R$ 220 milhões; e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que abocanhou R$ 100 milhões. Dos agraciados com a verba, apenas a pasta de Saúde diz ter gasto R$ 70 milhões dos R$ 90 milhões recebidos para a área.
Apesar da baixa execução orçamentária, a base do governo na Câmara dos Deputados pretende impedir um contigenciamento dos recursos destinados ao enfrentamento de drogas na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deve entrar na pauta na próxima semana. “Primeiro é necessário trabalhar a destinação orçamentária e a qualidade da política pública e depois a baixa execução, que não corresponde com a necessidade de enfrentamento”, destacou a deputada Érika Kokay (PT-DF), que integra a Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas.
O psiquiatra Aloísio Andrade, presidente do Conselho Estadual de Política sobre Drogas de Minas Gerais, diz que é frustrante ver que os recursos do governo federal não têm conseguido alterar a realidade do assistência ao dependente no Brasil. “Enquanto patinamos sem uma política eficaz de combate à dependência química, estamos formando um exército de mulas em cabeça, soltando fogo pelas ventas", diz Andrade, se referindo aos usuários de crack.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Esta matéria mostra a oratória falaciosa e o descaso dos governantes. Existem verbas, mas faltam vontade e comprometimento com aquilo que prometem. Se não aplicam os recursos previstos não há como combater as drogas.
Eles já chegam à impressionante marca de 900 mil no país, formando um exército de dependentes químicos da cocaína e crack que não para de crescer, de acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU). Desde junho do ano passado, o governo reservou quase meio bilhão de reais para alterar a realidade, mas até agora não foram aplicados nem 20% dos recursos previstos, apesar da deficitária estrutura de atendimento. O Plano Nacional de Combate ao Crack e Outras Drogas, anunciado ainda no governo Lula, não decola. Isso, apesar de a considerável cifra de R$ 410 milhões ter sido pulverizada entre os ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Hoje, o Brasil sequer conhece a face de seus dependentes químicos, em especial do crack. O último levantamento oficial sobre o uso de drogas no país foi feito em 2005 e uma nova pesquisa seria concluída em março. Mais uma vez, fez água, conforme admite a própria Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad). Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em dezembro do ano passado, mostrou que 98% dos municípios brasileiros têm dependentes químicos, inclusive, de crack. Desses, apenas 14,7% têm Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e 8,4% contam com programas locais de combate ao crack.
Mesmo sem dados científicos sobre a realidade brasileira do crack, a secretária Nacional de Política sobre Drogas, Paulina Duarte, desdenhou da tese sobre o país viver uma epidemia de crack: “É uma grande bobagem.” O presidente da Comissão Especial de Combate às Drogas da Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG), discorda. Para ele, há um endemia que deve ser tratada como crônica. “Do ponto de vista político, é melhor tratar como epidemia, aprimorar e efetivar políticas públicas do que depois correr atrás do prejuízo”, destacou.
Sem atendimento
Ainda assim, o Plano de Enfrentamento do Crack e Outras Drogas deixa de contemplar cerca de 62% dos municípios brasileiros com a rede de atendimento pública a dependentes. Ele limitou o acesso às ações apenas a cidades com população acima de 20 mil habitantes, um total de 1.643 (29,5%). Para os demais, está prevista apenas a possibilidade de implantação de Núcleos de Apoio à Saúde da Família. Anunciada com alarde pela Senad, a construção de 2,5 mil leitos em todo o país significa apenas meia vaga para cada município brasileiro. Além disso, a tentativa de lançar editais públicos para contratação de vagas de internação não surtiu efeito. Foram tantas as exigências que não houve interessados.
Financiamento das ações
Agora, a presidente Dilma tenta tomar as rédeas do processo. No último dia 22, ela prometeu incluir as entidades de combate às drogas dentro das estratégias de governo, além de criar forma de financiamento das ações. A presidente, no entanto, rejeitou proposta de criar por medida provisória uma contribuição social de 1% sobre a venda de bebida e tabaco, para financiar o Fundo Nacional de Combate às Drogas. O governo analisa agora como financiar o problema. Os R$ 410 milhões destinados ao combate às drogas no ano passado foram pulverizados entre os ministérios da Saúde, que ficou com R$ 90 milhões; da Justiça, ao qual coube R$ 220 milhões; e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que abocanhou R$ 100 milhões. Dos agraciados com a verba, apenas a pasta de Saúde diz ter gasto R$ 70 milhões dos R$ 90 milhões recebidos para a área.
Apesar da baixa execução orçamentária, a base do governo na Câmara dos Deputados pretende impedir um contigenciamento dos recursos destinados ao enfrentamento de drogas na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deve entrar na pauta na próxima semana. “Primeiro é necessário trabalhar a destinação orçamentária e a qualidade da política pública e depois a baixa execução, que não corresponde com a necessidade de enfrentamento”, destacou a deputada Érika Kokay (PT-DF), que integra a Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas.
O psiquiatra Aloísio Andrade, presidente do Conselho Estadual de Política sobre Drogas de Minas Gerais, diz que é frustrante ver que os recursos do governo federal não têm conseguido alterar a realidade do assistência ao dependente no Brasil. “Enquanto patinamos sem uma política eficaz de combate à dependência química, estamos formando um exército de mulas em cabeça, soltando fogo pelas ventas", diz Andrade, se referindo aos usuários de crack.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Esta matéria mostra a oratória falaciosa e o descaso dos governantes. Existem verbas, mas faltam vontade e comprometimento com aquilo que prometem. Se não aplicam os recursos previstos não há como combater as drogas.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
TRAFICO USAVA QUEBRA-MOLAS E CFTV PARA CONTROLAR BAIRRO DE PORTO ALEGRE/RS
Traficantes monitoravam Ilha dos Marinheiros com câmeras, diz polícia. Dois homens foram presos na Capital por suspeita de homicídio - CORREIO DO POVO, 08/07/2011 11:02
Os suspeitos de tráfico e homicídio presos nesta sexta-feira, na Ilha dos Marinheiros, em Porto Alegre, faziam monitoramento da área com sistema de câmeras e olheiros, conforme a Polícia Civil. O delegado de Homicídios Arthur Raldi disse que quando as viaturas chegaram ao local para cumprir os mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça, a dupla investigada pelo assassinato de um jovem de 24 anos já havia recebido uma mensagem com o aviso do ingresso dos agentes na ilha. “Quando a gente chegou, eles já estavam sabendo, mas não conseguiram fugir”, disse.
Raldi destacou que o homicídio do jovem em maio de 2010 teria ocorrido a partir do desentendimento com um dos presos. “Esse homem se intitulava o dono da Ilha dos Marinheiros e instalou diversos quebra-molas, revistava todos os carros que passavam por ali. Em determinado momento, a vítima discutiu com esse patrão e um dos soldados dele acabou executando.”
O delegado contou que os moradores tinham medo de testemunhar contra os suspeitos e que, somente no mês passado, a polícia conseguiu tomar depoimentos e obter os mandados. Ele disse que, além de munições, os agentes apreenderam um bastão que servia para "aterrorizar as vítimas”. O objeto será encaminhado ao Departamento de Criminalística, que irá analisar se há vestígios de sangue.
Um dos presos morava em um confortável sítio, de acordo com o policial, e tinha um barco com diversos compartimentos. A suspeita é de que a embarcação servia para transportar drogas e para esconderijo de criminosos.
Os suspeitos de tráfico e homicídio presos nesta sexta-feira, na Ilha dos Marinheiros, em Porto Alegre, faziam monitoramento da área com sistema de câmeras e olheiros, conforme a Polícia Civil. O delegado de Homicídios Arthur Raldi disse que quando as viaturas chegaram ao local para cumprir os mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça, a dupla investigada pelo assassinato de um jovem de 24 anos já havia recebido uma mensagem com o aviso do ingresso dos agentes na ilha. “Quando a gente chegou, eles já estavam sabendo, mas não conseguiram fugir”, disse.
Raldi destacou que o homicídio do jovem em maio de 2010 teria ocorrido a partir do desentendimento com um dos presos. “Esse homem se intitulava o dono da Ilha dos Marinheiros e instalou diversos quebra-molas, revistava todos os carros que passavam por ali. Em determinado momento, a vítima discutiu com esse patrão e um dos soldados dele acabou executando.”
O delegado contou que os moradores tinham medo de testemunhar contra os suspeitos e que, somente no mês passado, a polícia conseguiu tomar depoimentos e obter os mandados. Ele disse que, além de munições, os agentes apreenderam um bastão que servia para "aterrorizar as vítimas”. O objeto será encaminhado ao Departamento de Criminalística, que irá analisar se há vestígios de sangue.
Um dos presos morava em um confortável sítio, de acordo com o policial, e tinha um barco com diversos compartimentos. A suspeita é de que a embarcação servia para transportar drogas e para esconderijo de criminosos.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
FACÇÃO CRIA "FRANQUIA" PARA VENDER DROGAS
Facção cria 'franquia' para vender drogas no Estado - AGORA SP, Folha de S.Paulo - 04/07/2011
A facção criminosa PCC montou um "esquema empresarial" de venda de drogas no Estado de São Paulo que inclui o cadastro dos pontos de venda e registros em livros-caixa.
O sistema, que tem até o pagamento de "franquias" para o traficante manter os pontos de vendas, foi descoberto pela Polícia Civil de São Sebastião (191 km de SP) por meio de escutas telefônicas, no inquérito que desmontou quadrilhas no litoral norte paulista.
As escutas captaram conversas em que traficantes tratam os pontos de "lojinha" e "biqueira" e citam como funciona o cadastro.
O inquérito desmontou uma refinaria de cocaína em Ubatuba (226 km de SP).
Segundo a polícia, o ponto de venda é "registrado" no nome de uma pessoa ou família, que paga "franquia" de R$ 300 a R$ 500 por mês para a facção.
Com o registro da facção, o traficante pode depois terceirizar o ponto de venda para outra pessoa ou vendê-lo, mas sempre após autorização do crime organizado.
Existe ainda o compromisso de que as "bocas" só podem comprar drogas dos esquemas do PCC, que tem hoje forte atuação no Paraguai, diz a Polícia Federal.
Em contrapartida, o "franqueado" tem a garantia de segurança e de que ninguém tomará o ponto, como ocorre em favelas do Rio. Se o dono da "boca" é preso, alguém indicado por ele assume o negócio.
O inquérito conclui que a rede funciona ao estilo das máfias.
A facção criminosa PCC montou um "esquema empresarial" de venda de drogas no Estado de São Paulo que inclui o cadastro dos pontos de venda e registros em livros-caixa.
O sistema, que tem até o pagamento de "franquias" para o traficante manter os pontos de vendas, foi descoberto pela Polícia Civil de São Sebastião (191 km de SP) por meio de escutas telefônicas, no inquérito que desmontou quadrilhas no litoral norte paulista.
As escutas captaram conversas em que traficantes tratam os pontos de "lojinha" e "biqueira" e citam como funciona o cadastro.
O inquérito desmontou uma refinaria de cocaína em Ubatuba (226 km de SP).
Segundo a polícia, o ponto de venda é "registrado" no nome de uma pessoa ou família, que paga "franquia" de R$ 300 a R$ 500 por mês para a facção.
Com o registro da facção, o traficante pode depois terceirizar o ponto de venda para outra pessoa ou vendê-lo, mas sempre após autorização do crime organizado.
Existe ainda o compromisso de que as "bocas" só podem comprar drogas dos esquemas do PCC, que tem hoje forte atuação no Paraguai, diz a Polícia Federal.
Em contrapartida, o "franqueado" tem a garantia de segurança e de que ninguém tomará o ponto, como ocorre em favelas do Rio. Se o dono da "boca" é preso, alguém indicado por ele assume o negócio.
O inquérito conclui que a rede funciona ao estilo das máfias.
EX-VICIADO EM DROGAS, PREFEITO CRIA COMUNIDADE TERAPÊUTICA
Ex-viciado em drogas, prefeito cria comunidade terapêutica no RS - FELIPE BÄCHTOLD, DE PORTO ALEGRE - FOLHA ONLINE, 04/07/2011 - 10h31
Um prefeito do Rio Grande do Sul, ex-viciado em drogas, inaugurou uma comunidade terapêutica para dependentes químicos que é totalmente bancada com recursos do município.
O prefeito Vicente Pires, 48, foi usuário de cocaína e crack até os 33 anos. Após passar meses internado em uma comunidade, ele se recuperou, começou a ministrar palestras e virou figura conhecida em Cachoeirinha (região metropolitana de Porto Alegre).
Entrou na política, se elegeu vereador e agora é prefeito pelo PSB. Criou um projeto para reabilitação de dependentes e decidiu tentar montar um centro como aquele onde se recuperou.
Inaugurada em abril, a comunidade terapêutica funciona em uma chácara na área rural do município e atende 30 pacientes ao custo de R$ 18 mil mensais.
Os internos trabalham no local e são atendidos por psiquiatras e assistentes sociais. Em encontros fechados, eles trabalham com as técnicas emprestadas de grupos como os Alcoólicos Anônimos.
A experiência levou Pires a um encontro com a presidente Dilma Rousseff para falar sobre centros de tratamento a dependentes na semana retrasada.
Segundo o município, Cachoeirinha tem a primeira comunidade do tipo bancada por uma prefeitura no país. No SUS (Sistema Único de Saúde), os dependentes químicos podem ser atendidos em Centros de Atenção Psicossocial e hospitais.
CAMPANHA
O prefeito conta que se notabilizou no município por falar abertamente sobre as drogas. "O assunto começou a ser conversado. As pessoas começaram a ver: [ele] está do nosso lado, eu tenho familiar, tenho um vizinho que está naquela situação."
Há, no entanto, quem discorde na cidade das iniciativas da prefeitura. "A sociedade é meio crítica. Dizem: 'vai gastar dinheiro público com drogado'", diz Pires.
Na eleição municipal em 2008, o passado de usuário de drogas foi explorado pelos adversários, conta o prefeito. "Subiam em carro de som e me chamavam de traficante, de ladrão, maconheiro. Mas as pessoas começaram a trabalhar a nosso favor, sabiam que eu já não era."
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Se o programa for sério e envolver médicos, psicólogos, psiquiatras e agentes de saúde especialistas no tratamento de dependências, o Prefeito tem o meu aplauso demorado. Só ações estatais poderão garantir aos dependentes e familiares o tratamento e a assistência necessária para tratar, curar e tirar o dependente da rede criminosa, aliviando o sofrimento dos familiares.
Um prefeito do Rio Grande do Sul, ex-viciado em drogas, inaugurou uma comunidade terapêutica para dependentes químicos que é totalmente bancada com recursos do município.
O prefeito Vicente Pires, 48, foi usuário de cocaína e crack até os 33 anos. Após passar meses internado em uma comunidade, ele se recuperou, começou a ministrar palestras e virou figura conhecida em Cachoeirinha (região metropolitana de Porto Alegre).
Entrou na política, se elegeu vereador e agora é prefeito pelo PSB. Criou um projeto para reabilitação de dependentes e decidiu tentar montar um centro como aquele onde se recuperou.
Inaugurada em abril, a comunidade terapêutica funciona em uma chácara na área rural do município e atende 30 pacientes ao custo de R$ 18 mil mensais.
Os internos trabalham no local e são atendidos por psiquiatras e assistentes sociais. Em encontros fechados, eles trabalham com as técnicas emprestadas de grupos como os Alcoólicos Anônimos.
A experiência levou Pires a um encontro com a presidente Dilma Rousseff para falar sobre centros de tratamento a dependentes na semana retrasada.
Segundo o município, Cachoeirinha tem a primeira comunidade do tipo bancada por uma prefeitura no país. No SUS (Sistema Único de Saúde), os dependentes químicos podem ser atendidos em Centros de Atenção Psicossocial e hospitais.
CAMPANHA
O prefeito conta que se notabilizou no município por falar abertamente sobre as drogas. "O assunto começou a ser conversado. As pessoas começaram a ver: [ele] está do nosso lado, eu tenho familiar, tenho um vizinho que está naquela situação."
Há, no entanto, quem discorde na cidade das iniciativas da prefeitura. "A sociedade é meio crítica. Dizem: 'vai gastar dinheiro público com drogado'", diz Pires.
Na eleição municipal em 2008, o passado de usuário de drogas foi explorado pelos adversários, conta o prefeito. "Subiam em carro de som e me chamavam de traficante, de ladrão, maconheiro. Mas as pessoas começaram a trabalhar a nosso favor, sabiam que eu já não era."
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Se o programa for sério e envolver médicos, psicólogos, psiquiatras e agentes de saúde especialistas no tratamento de dependências, o Prefeito tem o meu aplauso demorado. Só ações estatais poderão garantir aos dependentes e familiares o tratamento e a assistência necessária para tratar, curar e tirar o dependente da rede criminosa, aliviando o sofrimento dos familiares.
MICROPONTO CHEGA AO BRASIL

Nova droga sintética. Polícia apreende 15g de microponto, entorpecente nunca encontrado no Rio - 02/07/2011 às 23h56m; Athos Moura (athos.moura@oglobo.com.br)
RIO - Cerca de 15 gramas de uma nova droga sintética conhecida como microponto - esferas de cor marrom do tamanho da cabeça de um alfinete - foram apreendidos, na noite de anteontem, com um casal de paranaenses. Cleberson Alves de Araújo, de 28 anos, e Marcela Camargo Barbosa, de 20, deixaram o Aeroporto Internacional Tom Jobim sem que a droga fosse descoberta, mas foram parados em uma blitz da Polícia Militar na Linha Vermelha, na saída da Ilha do Governador. Num fundo falso da mala do casal, os agentes encontraram também dois comprimidos de ecstasy, haxixe e LSD.
Segundo o delegado adjunto da 21 DP (Bonsucesso), Marcus Montez, havia ainda uma droga sintética conhecida como MD, já apreendida no Sul do país. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, essa droga trata-se, na verdade, de ecstasy. A carga apreendida com o casal foi estimada em R$ 35 mil.
Montez disse acreditar que a droga veio do Paraná e seria distribuída no Rio. Na mala onde estavam as drogas, havia a etiqueta de um voo que saiu de Maringá com destino ao Rio na sexta-feira.
- Temos que investigar se essa droga seria despachada para algum lugar. Mas tudo leva a crer que eles estavam trazendo a droga para abastecer festas raves aqui do Rio - contou o delegado.
Cleberson já tem duas passagens por tráfico de drogas. Ele confessou que comprou cada grama do MD, que é uma droga vendida em pasta semelhante ao crack, por R$ 50. Já cada ponto de LSD era comprado por R$ 5 e vendido por R$ 10.
Marcela contou apenas que veio do Paraná para pegar um carro e que não sabia da droga. A polícia descobriu que ela passou pelo menos uma noite em um hotel da Zona Sul. Ambos foram indiciados por tráfico de drogas.
Em Itatiaia, no Sul Fluminense, policiais militares apreenderam 520 quilos de maconha e nove quilos de cocaína, escondidos dentro de um Fusca, que era transportado na carroceria de um caminhão, na Via Dutra. Segundo os policiais, o caminhão furou o bloqueio. O motorista fugiu, mas o ajudante foi preso.
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