ASSASSINATO EM GRAVATAÍ. Mãe perde filhos para o crime - EDUARDO TORRES | ESPECIAL - ZERO HORA 03/06/2011
O barulho provocou um arrepio estranho em Andréia Fátima da Silva, 34 anos. Pareciam tiros. Ela ouviu dois claramente. Temeu uma cena trágica. Naquele momento, pouco depois das 22h de quarta-feira, seus dois filhos – Deivid, 13 anos, e Robert Silva da Cruz, 15 anos – foram executados na Rua Estrela, entrada da Vila Arinos, algumas quadras longe do casebre da família, em Gravataí.
– Eles não queriam ter regras. Lutei muito para eles não seguirem esse caminho, mas acabaram do jeito que eu mais temia – admitiu a mãe.
Na memória dela não estava mais a infância de Deivid como coroinha, ativo na igreja. Nem o Robert que vislumbrava uma chance como modelo. Estava a cena dos dois meninos caídos no chão de terra. O mais velho levou quatro tiros – pelo menos um na cabeça. O menor, que aparentemente tentou fugir do executor, levou sete tiros pelas costas. Poucas horas depois, enquanto os peritos ainda estavam no local, Elivelton Simões Mendes, conhecido como Buiu, 18 anos, voltou ao local e foi apontado por testemunhas.
Interrogado, confessou o crime. Alegou ter sofrido ameaças quando foi comprar drogas. Teria voltado à cena para buscar a pistola. A arma não foi encontrada, mas a audácia do jovem continuou. No DML, Buiu ironizou o pai das vítimas, que tentou agredi-lo:
– Tu é bem valentão, né...
Para a polícia, a execução foi um acerto de contas do tráfico. Há alguns meses, a Brigada monitorava Buiu como suspeito de comandar a venda de drogas entre as vilas Arinos e Tom Jobim. Os dois adolescentes, que estariam traficando, teriam dívidas.
Garotos preocupavam os pais e haviam largado os estudos
Os dois preocupavam a mãe, que é voluntária na Pastoral da Criança, e o pai, lavador de carros. Há quatro meses, Deivid passou alguns dias na Fundação de Atendimento Sócio-educativo (Fase) ao ser flagrado com drogas. Em seguida, Andréia procurou a polícia e o Ministério Público e pediu que os dois fossem encaminhados à Fase.
– Se estivessem lá, não estariam mortos agora – lamenta.
Os dois garotos têm um arquivo extenso no Conselho Tutelar. No ano passado, abandonaram os estudos.
– Em geral esses casos se dão em famílias desestruturadas. Não é o caso. Essa mãe é realmente dedicada. Correu atrás de todas as soluções para os filho. Infelizmente, o final foi este – diz a conselheira tutelar Lorena Brandini.
“Fiz de tudo para impedir” - Andréia da Silva, mãe dos garotos mortos
Diário Gaúcho – Como isso aconteceu?
Andréia da Silva – Fiz de tudo para impedir que os meus filhos fossem influenciados pelas más companhias. Antes do que aconteceu eu ainda vi o Deivid e falei para ele: “Não anda assim, sem ter hora para voltar para casa”. Ele respondeu: “Mãe, eu já vou”. Só fui ver os meus filhos sangrando.
DG – Você tentou impedir?
Andréia – Faz quase um ano eu senti que tinha perdido eles. Já não voltavam para casa. Eu sabia que estavam vendendo essa porcaria. Eu procurei a polícia, a promotora, falei com a juíza e disse que iriam matá-los se continuassem. Pedi para colocarem eles na Fase, mas disseram que não encontraram nada com eles.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - E lá vão nossas autoridades criando leis benevolentes e penas alternativas para os criminosos aliciadores, viciantes e executores de crianças. E a sociedade só assiste.
COMPROMETIMENTO DOS PODERES
As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
ENTRE A MARATONA E A MACONHA
WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL, 24/05/2011
Sobre a Marcha da Maconha, apenas não entendo como os consumidores de cigarros lícitos não organizam movimentos iguais contra o massacre que estão sofrendo.
Abro espaço para momentos de indignação do procurador de Justiça Marcelo Roberto Ribeiro que esteve em contato com a minha torre.
Disse Marcelo: "Domingo último, dia 22, testemunhei estupefato dois eventos contraditórios. Vejam que ironia.Pela manhã, uma maratona, da qual participaram, centenas de pessoas de diferentes cidades brasileiras dentre as quais muitas vestiam camisetas em que se lia ?Crack não!? À tarde, a Marcha da Maconha, com a autorização das autoridades locais, durante a qual fortes manifestações foram ouvidas a favor do uso e liberação dessa substância.
Imagino o que deve estar passando pela cabeça do nosso jovem.
Afinal, posso ou não fumar ou comercializar maconha? Como poderá a justiça gaúcha processar-me e condenar-me a uma pena mínima de cinco anos de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado por esse delito?
Fiquei triste com tudo isso, ainda mais depois que li nos jornais que a Polícia Federal apreendeu, no último sábado, 2,7 toneladas de maconha em Viamão.
Bem fez a justiça paulista, que, a pedido do Ministério Público, não permitiu a reedição dessa marcha, mantendo-se fiel ao seu perfil e ao seu dever de punir esses infratores independentemente da natureza da droga, os quais vêm desestabilizando a sociedade e infelicitando a família brasileira".
Sobre a Marcha da Maconha, apenas não entendo como os consumidores de cigarros lícitos não organizam movimentos iguais contra o massacre que estão sofrendo.
Abro espaço para momentos de indignação do procurador de Justiça Marcelo Roberto Ribeiro que esteve em contato com a minha torre.
Disse Marcelo: "Domingo último, dia 22, testemunhei estupefato dois eventos contraditórios. Vejam que ironia.Pela manhã, uma maratona, da qual participaram, centenas de pessoas de diferentes cidades brasileiras dentre as quais muitas vestiam camisetas em que se lia ?Crack não!? À tarde, a Marcha da Maconha, com a autorização das autoridades locais, durante a qual fortes manifestações foram ouvidas a favor do uso e liberação dessa substância.
Imagino o que deve estar passando pela cabeça do nosso jovem.
Afinal, posso ou não fumar ou comercializar maconha? Como poderá a justiça gaúcha processar-me e condenar-me a uma pena mínima de cinco anos de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado por esse delito?
Fiquei triste com tudo isso, ainda mais depois que li nos jornais que a Polícia Federal apreendeu, no último sábado, 2,7 toneladas de maconha em Viamão.
Bem fez a justiça paulista, que, a pedido do Ministério Público, não permitiu a reedição dessa marcha, mantendo-se fiel ao seu perfil e ao seu dever de punir esses infratores independentemente da natureza da droga, os quais vêm desestabilizando a sociedade e infelicitando a família brasileira".
UM GOLPE NO BARÃO DO PÓ NO RS
Um golpe no barão do pó. Traficante com base em Alvorada distribuía um quilo de cocaína por dia para quadrilhas - EDUARDO TORRES | ESPECIAL - ZERO HORA 24/05/2011
Do bairro Formosa, em Alvorada, um homem de 34 anos distribuía um quilo de cocaína por dia para traficantes do município e de boa parte da Região Metropolitana. Em dois meses de investigação, o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) apurou que o traficante mantinha um modelo de administração do tráfico típico dos barões da droga e que já lhe rendia poder e uma pequena fortuna.
Desde o dia 12, o homem, apelidado de Barão, está preso temporariamente enquanto a polícia busca ramificações de suas operações. O nome dele não foi divulgado.
– Ele estava estabelecido havia muito tempo em Alvorada. Na Vila Americana, ele é temido e respeitado. Ele criou um modo de manter os negócios praticamente sem ter contato com a droga. É um atacadista, está acima de disputas entre traficantes – afirma o delegado Thiago Bennemann, que comanda as investigações.
Em 1999, o homem foi indiciado por homicídio e associação ao tráfico, mas nunca foi preso por vender drogas. Não mais do que 10 comparsas, com extrema confiança do Barão, garantia o modo de agir do chefe. O gerente seria um primo dele, que faria o contato direto com a droga e os revendedores do produto. Ele está sendo procurado. O Barão movimentava até R$ 500 mil por mês, com a distribuição da droga entre Alvorada, zona norte de Porto Alegre, Cachoeirinha, Guaíba, Viamão e Canoas.
Polícia apreendeu prensa hidráulica em residência
No começo do mês, Everton Fernando Silva da Silva foi preso em flagrante no bairro Sarandi, na Capital com 540 gramas de cocaína dentro de um Gol. Everton era um mula que levaria a encomenda para traficantes. Na casa do Barão, foi apreendida uma prensa hidráulica capaz de processar até 15 toneladas.
– Estamos apurando a origem dessa droga, os contatos da quadrilha e o destino do dinheiro que o Barão acumulou ao longo dos anos – diz o delegado Tiago.
Traficante promovia festa em casa na praia
Oficialmente, Barão diz trabalhar com compra e venda de carros, mas o patrimônio está bem acima do que poderia ganhar esse tipo de negócio. Uma residência no bairro Formosa e outra em Imbé valem em torno de R$ 1 milhão. Na praia, uma empresa de segurança controlava o ambiente das festas promovidas pelo bando. A polícia filmou as instalações de cada cômodo da casa.
A operação apreendeu uma Land Rover, usada por Barão para passeio, avaliada em R$ 180 mil, um Audi A4 do gerente da quadrilha, uma Space Fox, um Palio Fire e um Gol que seriam usados para transportar drogas. Também foram recolhidas duas pistolas – uma 380 e outra 9mm, e cartuchos de fuzil 5.56.
Do bairro Formosa, em Alvorada, um homem de 34 anos distribuía um quilo de cocaína por dia para traficantes do município e de boa parte da Região Metropolitana. Em dois meses de investigação, o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) apurou que o traficante mantinha um modelo de administração do tráfico típico dos barões da droga e que já lhe rendia poder e uma pequena fortuna.
Desde o dia 12, o homem, apelidado de Barão, está preso temporariamente enquanto a polícia busca ramificações de suas operações. O nome dele não foi divulgado.
– Ele estava estabelecido havia muito tempo em Alvorada. Na Vila Americana, ele é temido e respeitado. Ele criou um modo de manter os negócios praticamente sem ter contato com a droga. É um atacadista, está acima de disputas entre traficantes – afirma o delegado Thiago Bennemann, que comanda as investigações.
Em 1999, o homem foi indiciado por homicídio e associação ao tráfico, mas nunca foi preso por vender drogas. Não mais do que 10 comparsas, com extrema confiança do Barão, garantia o modo de agir do chefe. O gerente seria um primo dele, que faria o contato direto com a droga e os revendedores do produto. Ele está sendo procurado. O Barão movimentava até R$ 500 mil por mês, com a distribuição da droga entre Alvorada, zona norte de Porto Alegre, Cachoeirinha, Guaíba, Viamão e Canoas.
Polícia apreendeu prensa hidráulica em residência
No começo do mês, Everton Fernando Silva da Silva foi preso em flagrante no bairro Sarandi, na Capital com 540 gramas de cocaína dentro de um Gol. Everton era um mula que levaria a encomenda para traficantes. Na casa do Barão, foi apreendida uma prensa hidráulica capaz de processar até 15 toneladas.
– Estamos apurando a origem dessa droga, os contatos da quadrilha e o destino do dinheiro que o Barão acumulou ao longo dos anos – diz o delegado Tiago.
Traficante promovia festa em casa na praia
Oficialmente, Barão diz trabalhar com compra e venda de carros, mas o patrimônio está bem acima do que poderia ganhar esse tipo de negócio. Uma residência no bairro Formosa e outra em Imbé valem em torno de R$ 1 milhão. Na praia, uma empresa de segurança controlava o ambiente das festas promovidas pelo bando. A polícia filmou as instalações de cada cômodo da casa.
A operação apreendeu uma Land Rover, usada por Barão para passeio, avaliada em R$ 180 mil, um Audi A4 do gerente da quadrilha, uma Space Fox, um Palio Fire e um Gol que seriam usados para transportar drogas. Também foram recolhidas duas pistolas – uma 380 e outra 9mm, e cartuchos de fuzil 5.56.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
OXI PODE MATAR 30% DOS USUÁRIOS EM APENAS UM ANO
Uma droga mais devastadora do que o crack invade as ruas das cidades por todo Brasil. FANTASTICO, REDE GLOBO, Domingo, 22/05/2011
O crack apareceu nos anos 80 nos Estados Unidos. Nós não tomamos nenhuma medida preventiva. Sequer educamos as crianças. O que aconteceu? A primeira cracolândia se estabeleceu em São Paulo e a droga se espalhou pelo Brasil inteiro. As estimativas são de que existam 1,2 milhão de usuários de crack pelo país. É uma epidemia. Agora surge o oxi. Uma preparação mais bruta, mais barata da cocaína e ainda mais destruidora do que o crack. É difícil prever o que vai acontecer? Nós vamos assistir passivamente à disseminação do oxi pelo Brasil inteiro? Nós não vamos fazer nada?
“O oxi é um tipo de crack adulterado. Fundamentalmente todos eles vêm da pasta base de cocaína. É fundamentalmente você colocar nesta pasta base ou querosene, ou gasolina ou cal. E você vai transformar de uma forma muito tosca, com uma tecnologia muito tosca, um subproduto do crack, mais adulterado, que tem as características de ser mais barato, mais poderoso, e mais de fácil acesso para o usuário”, explica Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Unifesp.
O oxi entrou no Brasil há sete anos pelas fronteiras que o Acre faz com a Bolívia e o Peru. Ficou restrito ao norte do país até este ano, quando se espalhou por diversos estados. A primeira apreensão de oxi na cidade de São Paulo foi em março deste ano de 2011. É possível que o oxi já existisse antes?
“Eu acredito firmemente nisso. É muito provável que esse produto já estivesse em circulação pelo menos naquela região da cracolândia há mais tempo”, acredita Wagner Giudice, diretor do Denarc.
Quando você fuma o oxi, o querosene provoca náuseas, vômitos, tosse, sensação de sufocamento, tremores e até convulsões. Os vapores de cal irritam os olhos, provocam perda parcial da visão e cegueira. O oxi queima por onde passa. Boca, garganta, brônquios e pulmões ardem. Você pensa que está fumando cocaína, mas na verdade está se envenenando com querosene e cal.
“Quando ele vai ser queimado fica o resíduo da não queima de parte da querosene. A fumaça que sai é a fumaça que vai ser inalada. Querosene, cal. E nós temos o resíduo que sobra, uma espécie de uma graxa. O cheiro de combustível pela queima do querosene. A sobra é esse líquido oleoso, conhecida como oxi ou oxidado porque ele fica realmente oxidado”, explica um delegado.
“Eu acredito que o oxi pode alcançar muito rapidamente os consumidores de crack. O crack alcançou mais de 90% das cidades brasileiras por ser uma droga conhecida como barata. O oxi é mais barato do que o crack”, acredita Wagner Giudice, diretor do Denarc.
“Fizeram uma pesquisa de um ano com cerca de cem usuários e constataram que, em um ano, 30% desses usuários acabaram morrendo em razão dos efeitos dessa droga lá no Acre. Hoje, o oxi chega em uma zona onde o pessoal já está com graves problemas de saúde. A maioria dos que estão na Cracolândia sofre de AIDS, sofre de tuberculose, e, por incrível que pareça, sarna, em razão da promiscuidade que eles estão vivendo. Então o oxi entrando em um campo desses realmente vai causar mais malefícios”, alerta Reinaldo Corrêa, delegado do Denarc.
Marcos Antônio é um usuário de oxi e crack em tratamento. A dependência o fez roubar objetos da família e morar na Cracolândia.
“Passei três noites lá. Eu vi crianças de 7 anos de idade na fissura, ameaçando pessoas para dar um trago. Por ele ser muito barato, está entrando como uma avalanche no mercado. Lá na Cracolândia você compra trago por R$ 0,50. A gente se sente uma escória, a gente se sente um verme ali”, conta Marcos. “Vi que eu precisava me internar no momento em que vi meus filhos abandonados. Tenho duas filhas adolescentes.”
Uma droga devastadora como o oxi destruirá um número incalculável de usuários e famílias. Dependência química não é caso de polícia. É doença que precisa ser enfrentada com medidas preventivas e assistência médica para tratamento dos dependentes. Estamos diante de uma tragédia anunciada: o oxi. Ainda dá tempo para reagir.
A droga, que é um subproduto do crack, é mais barata e mais viciante. A mistura perigosa pode provocar náuseas, vômitos, tosse, sensação de sufocamento, tremores e até convulsões.
O crack apareceu nos anos 80 nos Estados Unidos. Nós não tomamos nenhuma medida preventiva. Sequer educamos as crianças. O que aconteceu? A primeira cracolândia se estabeleceu em São Paulo e a droga se espalhou pelo Brasil inteiro. As estimativas são de que existam 1,2 milhão de usuários de crack pelo país. É uma epidemia. Agora surge o oxi. Uma preparação mais bruta, mais barata da cocaína e ainda mais destruidora do que o crack. É difícil prever o que vai acontecer? Nós vamos assistir passivamente à disseminação do oxi pelo Brasil inteiro? Nós não vamos fazer nada?
“O oxi é um tipo de crack adulterado. Fundamentalmente todos eles vêm da pasta base de cocaína. É fundamentalmente você colocar nesta pasta base ou querosene, ou gasolina ou cal. E você vai transformar de uma forma muito tosca, com uma tecnologia muito tosca, um subproduto do crack, mais adulterado, que tem as características de ser mais barato, mais poderoso, e mais de fácil acesso para o usuário”, explica Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Unifesp.
O oxi entrou no Brasil há sete anos pelas fronteiras que o Acre faz com a Bolívia e o Peru. Ficou restrito ao norte do país até este ano, quando se espalhou por diversos estados. A primeira apreensão de oxi na cidade de São Paulo foi em março deste ano de 2011. É possível que o oxi já existisse antes?
“Eu acredito firmemente nisso. É muito provável que esse produto já estivesse em circulação pelo menos naquela região da cracolândia há mais tempo”, acredita Wagner Giudice, diretor do Denarc.
Quando você fuma o oxi, o querosene provoca náuseas, vômitos, tosse, sensação de sufocamento, tremores e até convulsões. Os vapores de cal irritam os olhos, provocam perda parcial da visão e cegueira. O oxi queima por onde passa. Boca, garganta, brônquios e pulmões ardem. Você pensa que está fumando cocaína, mas na verdade está se envenenando com querosene e cal.
“Quando ele vai ser queimado fica o resíduo da não queima de parte da querosene. A fumaça que sai é a fumaça que vai ser inalada. Querosene, cal. E nós temos o resíduo que sobra, uma espécie de uma graxa. O cheiro de combustível pela queima do querosene. A sobra é esse líquido oleoso, conhecida como oxi ou oxidado porque ele fica realmente oxidado”, explica um delegado.
“Eu acredito que o oxi pode alcançar muito rapidamente os consumidores de crack. O crack alcançou mais de 90% das cidades brasileiras por ser uma droga conhecida como barata. O oxi é mais barato do que o crack”, acredita Wagner Giudice, diretor do Denarc.
“Fizeram uma pesquisa de um ano com cerca de cem usuários e constataram que, em um ano, 30% desses usuários acabaram morrendo em razão dos efeitos dessa droga lá no Acre. Hoje, o oxi chega em uma zona onde o pessoal já está com graves problemas de saúde. A maioria dos que estão na Cracolândia sofre de AIDS, sofre de tuberculose, e, por incrível que pareça, sarna, em razão da promiscuidade que eles estão vivendo. Então o oxi entrando em um campo desses realmente vai causar mais malefícios”, alerta Reinaldo Corrêa, delegado do Denarc.
Marcos Antônio é um usuário de oxi e crack em tratamento. A dependência o fez roubar objetos da família e morar na Cracolândia.
“Passei três noites lá. Eu vi crianças de 7 anos de idade na fissura, ameaçando pessoas para dar um trago. Por ele ser muito barato, está entrando como uma avalanche no mercado. Lá na Cracolândia você compra trago por R$ 0,50. A gente se sente uma escória, a gente se sente um verme ali”, conta Marcos. “Vi que eu precisava me internar no momento em que vi meus filhos abandonados. Tenho duas filhas adolescentes.”
Uma droga devastadora como o oxi destruirá um número incalculável de usuários e famílias. Dependência química não é caso de polícia. É doença que precisa ser enfrentada com medidas preventivas e assistência médica para tratamento dos dependentes. Estamos diante de uma tragédia anunciada: o oxi. Ainda dá tempo para reagir.
A droga, que é um subproduto do crack, é mais barata e mais viciante. A mistura perigosa pode provocar náuseas, vômitos, tosse, sensação de sufocamento, tremores e até convulsões.
APREENSÃO DE 2,7 TONELADAS NO RS

Apreensão da PF chega a 2,7 toneladas. Já são 5,3 toneladas de maconha retiradas de circulação este ano no Estado -GUILHERME MAZUI, ZERO HORA 23/05/2011
Em três grandes apreensões realizadas neste ano, as polícias gaúchas tiraram de circulação mais de 5,3 toneladas de maconha no Rio Grande do Sul. Na manhã de sábado, a Polícia Federal apreendeu 2,7 toneladas da droga em um sítio em Viamão, na Região Metropolitana.
A operação, que resultou na prisão em flagrante de três homens, dois gaúchos e um sul-mato-grossense, seria a terceira maior apreensão do entorpecente nos últimos anos – o recorde é de 3,9 toneladas, em 1997.
A primeira grande operação de 2011 foi realizada em fevereiro, quando a Polícia Civil de Alvorada encontrou 1.151 quilos da erva, prensada e embalada, numa chácara na Vila Aparecida. Neste mês, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) já haviam localizado 1,5 tonelada em Carlos Barbosa, na Serra.
Com a mega-apreensão de sábado, as três operações das polícias totalizam mais de 5 toneladas recolhidas, o equivalente ao dobro da erva apreendida em 2010. Os grandes volumes e o curto intervalo entre as operações estariam ligados ao período de produção do entorpecente, no Paraguai.
– Normalmente os traficantes transportam menores quantidades, até cem quilos. No entanto, nesta época do ano se produz maconha, então há condições de transportar mais – explica o delegado Ildo Gasparetto, superintendente da Polícia Federal no Estado.
A droga apreendida em Viamão tem origem paraguaia. Entrou no Brasil pelo Mato Grosso do Sul e foi transportada em um caminhão. Dividida em tabletes, estava acondicionada em sacos usados, com escritos em espanhol, no galpão de um sítio de Águas Claras, no interior de Viamão, de onde seria distribuída provavelmente para a Região Metropolitana.
A PF chegou ao local após uma dica que a levou a identificar o Clio dos traficantes. Segundo a polícia, os proprietários do sítio não teriam relação com a quadrilha – inclusive não moravam na área. Os traficantes tiveram acesso ao local graças ao parentesco com o caseiro, que foi ouvido e liberado.
– O inquérito continua. Vamos ouvir outros envolvidos buscando identificar o caminhão – revela o delegado Fabrício Argenta, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, que comandou a operação.
Para o delegado, as apreensões indicam que, apesar do crescimento do uso da cocaína e do crack, a maconha continua tendo saída no mercado.
– A maconha sempre teve público. Se vem em grandes quantidades, é sinal de que há quem compre.
sábado, 21 de maio de 2011
APREENSÕES DE DROGAS NO RS
Polícia apreendeu mais de 4 tonelas de drogas em grandes operações desde o início do ano no RS. Neste sábado, PF encontrou pelo menos 1,5 tonelada em sítio de Viamão. DIARIO GAÚCHO, 21/05/2011
Com a apreensão de pelo menos 1,5 tonelada de maconha neste sábado em Viamão, na Região Metropolitana, policiais gaúchos já retiraram de circulação mais de 4 toneladas de drogas em grandes operações realizadas no Rio Grande do Sul desde o início do ano. No dia 12 de maio, cerca de 1,5 tonelada de maconha foi apreendida em um sítio abandonado em Carlos Barbosa, na Serra. Em fevereiro,a Polícia Civil de Alvorada encontrou 1.151 quilos da erva, prensada e embalada, em uma chácara na Vila Aparecida.
Confira as principais apreensões de drogas no RS
AGOSTO DE 1994 - 2,9 toneladas da droga são encontradas escondidas num caminhão em Bagé.
SETEMBRO DE 1997 - 3,9 toneladas da droga, que estavam num caminhão, são apreendidas em Iraí, na divisa com Santa Catarina. A descoberta é considerada recorde no Estado.
AGOSTO DE 1999 - 1,3 tonelada de maconha é apreendida pela Polícia Federal na BR-392, no distrito da Cascata, em Pelotas. A droga está escondida no fundo falso da carroceria do veículo, com placas do Paraná.
ABRIL DE 2005 - Uma operação da Receita Federal em Iraí, resulta na apreensão de 2,1 toneladas de maconha, encontradas sob uma carga de farelo de trigo transportada por um caminhão que ia do Paraná para a Grande Porto Alegre.
MARÇO DE 2009 - Mais de uma tonelada é apreendida no posto fiscal de Iraí. Trazidos de Foz do Iguacu (PR), os 1.297 tijolos estavam dentro de sacas de caco de vidro.
JUNHO DE 2009 - Em menos de 12 horas, Canoas é palco de duas apreensões, que totalizaram 1,5 tonelada de maconha, em um caminhão e duas casas.
FEVEREIRO DE 2011 - A Polícia Civil de Alvorada encontrara 1.151 quilos da erva, prensada e embalada, em uma chácara na Vila Aparecida.
MAIO DE 2011 - Depois de um mês de investigações, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) flagraram quatro homens com 1,5 tonelada da droga em uma comunidade rural de Carlos Barbosa.
Com a apreensão de pelo menos 1,5 tonelada de maconha neste sábado em Viamão, na Região Metropolitana, policiais gaúchos já retiraram de circulação mais de 4 toneladas de drogas em grandes operações realizadas no Rio Grande do Sul desde o início do ano. No dia 12 de maio, cerca de 1,5 tonelada de maconha foi apreendida em um sítio abandonado em Carlos Barbosa, na Serra. Em fevereiro,a Polícia Civil de Alvorada encontrou 1.151 quilos da erva, prensada e embalada, em uma chácara na Vila Aparecida.
Confira as principais apreensões de drogas no RS
AGOSTO DE 1994 - 2,9 toneladas da droga são encontradas escondidas num caminhão em Bagé.
SETEMBRO DE 1997 - 3,9 toneladas da droga, que estavam num caminhão, são apreendidas em Iraí, na divisa com Santa Catarina. A descoberta é considerada recorde no Estado.
AGOSTO DE 1999 - 1,3 tonelada de maconha é apreendida pela Polícia Federal na BR-392, no distrito da Cascata, em Pelotas. A droga está escondida no fundo falso da carroceria do veículo, com placas do Paraná.
ABRIL DE 2005 - Uma operação da Receita Federal em Iraí, resulta na apreensão de 2,1 toneladas de maconha, encontradas sob uma carga de farelo de trigo transportada por um caminhão que ia do Paraná para a Grande Porto Alegre.
MARÇO DE 2009 - Mais de uma tonelada é apreendida no posto fiscal de Iraí. Trazidos de Foz do Iguacu (PR), os 1.297 tijolos estavam dentro de sacas de caco de vidro.
JUNHO DE 2009 - Em menos de 12 horas, Canoas é palco de duas apreensões, que totalizaram 1,5 tonelada de maconha, em um caminhão e duas casas.
FEVEREIRO DE 2011 - A Polícia Civil de Alvorada encontrara 1.151 quilos da erva, prensada e embalada, em uma chácara na Vila Aparecida.
MAIO DE 2011 - Depois de um mês de investigações, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) flagraram quatro homens com 1,5 tonelada da droga em uma comunidade rural de Carlos Barbosa.
ÓXI - JOVEM VICIADA SOFRE OVERDOSE. MP PRESTA ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA
Internada por overdose jovem viciada em óxi. Mãe da adolescente afirma que outras pessoas estão usando substância - ADRIANO DUARTE E GUILHERME A.Z. PULITA | CAXIAS DO SUL, ZERO HORA 21/05/2011
A mãe da adolescente que teve uma overdose ao engolir uma pedra de óxi afirma que traficantes estão vendendo a substância há pelo menos um mês na região do bairro Desvio Rizzo, em Caxias do Sul. Ela formalizou a denúncia na tarde de ontem na Polícia Civil, um dia depois de a filha ter sido internada no Pronto-atendimento 24 horas.
Até o fechamento desta edição, a garota seguia em observação. Assim que for liberada pelos médicos, ela deve ser encaminhada para tratamento em Porto Alegre.
Agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) fizeram diligências ontem, para tentar identificar quem seriam os traficantes. Mas a responsável pelo caso, delegada Suely Rech, prefere não confirmar a existência da droga em Caxias. Por ser mais barato que o crack e conter produtos como querosene e cal virgem, o óxi pode matar um viciado em até um ano.
– Tenho dois conhecidos que estão usando o tal óxi. Tá todo mundo falando. Outro dia, teve um rapaz me oferecendo umas roupas por dois reais porque disse que chegou um negócio mais barato – conta a mãe.
Somente exames poderão confirmar caso de overdose
A possibilidade de a droga, que se alastrou em várias regiões do país, estar sendo disseminada em Caxias surgiu por meio de uma ocorrência registrada pela mãe da adolescente. A mulher de 37 anos relatou que a filha furtou panelas e pratos da família para trocar pelo óxi em um ponto de tráfico no loteamento Vila Amélia, região do Desvio Rizzo. O traficante estaria vendendo cada pedra a R$ 3. Na quinta-feira, a menor confirmou ao Pioneiro que estava consumindo o tóxico desde o começo da última semana. Ainda na quinta, a adolescente recebeu mais drogas de uma traficante na porta de casa, segundo a mãe:
– Expulsei aquela mulher (traficante). Minha filha tava fumando a pedra no pátio. Ela me mostrou as outras pedras que tinha mão.
Pouco depois, mãe e filha brigaram. A adolescente se refugiou no banheiro e contou ao irmão de 11 anos que havia engolido uma pedra. Segundo a mãe, a substância tinha a coloração roxa – uma das três cores do óxi depois de processado. Em seguida, a jovem surtou e teria ameaçado a mãe com uma faca. Na confusão, a garota gritou que sentia o corpo queimar e passou mal.
– Ela estava gelada, queria tirar a pedra de dentro da garganta. Quando vi, desmaiei – conta a mãe.
Vizinhos comunicaram à Brigada Militar (BM) que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A paciente foi levada ao Pronto-atendimento 24 horas como vítima de overdose por óxi. Entretanto, isso só poderá ser confirmado por exames mais complexos. A Secretaria Municipal da Saúde não divulgou o prontuário médico da adolescente.
MP tenta manter família unida
A intenção da Secretaria da Saúde é encaminhar a adolescente ao Centro de Dependência Química (CDQUIM) do Hospital Parque Belém, em Porto Alegre, onde deverá permanecer por tempo indeterminado. Essa será a sétima vez que a jovem passará pela unidade, segundo a mãe. O caso está sendo acompanhado pela promotora de Justiça Adriana Diesel Chesani:
– Já atendemos muitas vezes essa menina. O tratamento agora deve durar cerca de um mês, como é de costume. Após, ela deve ser levada para um comunidade terapêutica.
O óxi é apenas um dos problemas na família de nove irmãos. Cinco deles moram com a mãe, no Vila Amélia. Uma irmã de 16 anos também é viciada em crack. Um outro menino também seria usuário. Apesar de a família ser desestruturada e pobre, a promotora Adriana diz que se tenta de todas as formas manter a mãe e os filhos juntos, pois a separação poderia ser pior para as crianças.
A mãe da jovem também se diz ameaçada. Na quinta-feira, suspeitos teriam efetuado tiros na rua em frente à casa da família. As ameaças, porém, não foram formalizadas na Polícia Civil ou na Brigada Militar.
Sem mudança - Autoridades policiais e da saúde declararam ao Pioneiro que as ações de prevenção ao uso do óxi e de combate ao tráfico de drogas serão mantidas no ritmo atual.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O tratamento e a assistência familiar deveriam ser de responsabilidade dos órgãos de Saúde dos Poderes Executivo Estadual e Municipal, cabendo às Forças Policiais a segurança contra retaliações do tráfico. Entretanto, é bom louvar a iniciativa da promotora pública local.
A mãe da adolescente que teve uma overdose ao engolir uma pedra de óxi afirma que traficantes estão vendendo a substância há pelo menos um mês na região do bairro Desvio Rizzo, em Caxias do Sul. Ela formalizou a denúncia na tarde de ontem na Polícia Civil, um dia depois de a filha ter sido internada no Pronto-atendimento 24 horas.
Até o fechamento desta edição, a garota seguia em observação. Assim que for liberada pelos médicos, ela deve ser encaminhada para tratamento em Porto Alegre.
Agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) fizeram diligências ontem, para tentar identificar quem seriam os traficantes. Mas a responsável pelo caso, delegada Suely Rech, prefere não confirmar a existência da droga em Caxias. Por ser mais barato que o crack e conter produtos como querosene e cal virgem, o óxi pode matar um viciado em até um ano.
– Tenho dois conhecidos que estão usando o tal óxi. Tá todo mundo falando. Outro dia, teve um rapaz me oferecendo umas roupas por dois reais porque disse que chegou um negócio mais barato – conta a mãe.
Somente exames poderão confirmar caso de overdose
A possibilidade de a droga, que se alastrou em várias regiões do país, estar sendo disseminada em Caxias surgiu por meio de uma ocorrência registrada pela mãe da adolescente. A mulher de 37 anos relatou que a filha furtou panelas e pratos da família para trocar pelo óxi em um ponto de tráfico no loteamento Vila Amélia, região do Desvio Rizzo. O traficante estaria vendendo cada pedra a R$ 3. Na quinta-feira, a menor confirmou ao Pioneiro que estava consumindo o tóxico desde o começo da última semana. Ainda na quinta, a adolescente recebeu mais drogas de uma traficante na porta de casa, segundo a mãe:
– Expulsei aquela mulher (traficante). Minha filha tava fumando a pedra no pátio. Ela me mostrou as outras pedras que tinha mão.
Pouco depois, mãe e filha brigaram. A adolescente se refugiou no banheiro e contou ao irmão de 11 anos que havia engolido uma pedra. Segundo a mãe, a substância tinha a coloração roxa – uma das três cores do óxi depois de processado. Em seguida, a jovem surtou e teria ameaçado a mãe com uma faca. Na confusão, a garota gritou que sentia o corpo queimar e passou mal.
– Ela estava gelada, queria tirar a pedra de dentro da garganta. Quando vi, desmaiei – conta a mãe.
Vizinhos comunicaram à Brigada Militar (BM) que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A paciente foi levada ao Pronto-atendimento 24 horas como vítima de overdose por óxi. Entretanto, isso só poderá ser confirmado por exames mais complexos. A Secretaria Municipal da Saúde não divulgou o prontuário médico da adolescente.
MP tenta manter família unida
A intenção da Secretaria da Saúde é encaminhar a adolescente ao Centro de Dependência Química (CDQUIM) do Hospital Parque Belém, em Porto Alegre, onde deverá permanecer por tempo indeterminado. Essa será a sétima vez que a jovem passará pela unidade, segundo a mãe. O caso está sendo acompanhado pela promotora de Justiça Adriana Diesel Chesani:
– Já atendemos muitas vezes essa menina. O tratamento agora deve durar cerca de um mês, como é de costume. Após, ela deve ser levada para um comunidade terapêutica.
O óxi é apenas um dos problemas na família de nove irmãos. Cinco deles moram com a mãe, no Vila Amélia. Uma irmã de 16 anos também é viciada em crack. Um outro menino também seria usuário. Apesar de a família ser desestruturada e pobre, a promotora Adriana diz que se tenta de todas as formas manter a mãe e os filhos juntos, pois a separação poderia ser pior para as crianças.
A mãe da jovem também se diz ameaçada. Na quinta-feira, suspeitos teriam efetuado tiros na rua em frente à casa da família. As ameaças, porém, não foram formalizadas na Polícia Civil ou na Brigada Militar.
Sem mudança - Autoridades policiais e da saúde declararam ao Pioneiro que as ações de prevenção ao uso do óxi e de combate ao tráfico de drogas serão mantidas no ritmo atual.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O tratamento e a assistência familiar deveriam ser de responsabilidade dos órgãos de Saúde dos Poderes Executivo Estadual e Municipal, cabendo às Forças Policiais a segurança contra retaliações do tráfico. Entretanto, é bom louvar a iniciativa da promotora pública local.
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