COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

COCAÍNA EXPORTADA COMO GELO DE PEIXE


ZERO HORA 05 de junho de 2013 | N° 17453

DENTRO DO ISOPOR

Cocaína era exportada para Europa como gelo de peixe



A Polícia Federal desarticulou uma quadrilha que exportava cocaína como gelo de peixe. O esquema, que acontecia há pelo menos um ano e meio, consistia em colocar a droga em sacolas como se fosse gelo industrial em volta de peixes comercializados para a Europa. Duas pessoas foram presas em Rio Grande, no sul do Estado.

Para realizar a operação, traficantes reativaram uma indústria pesqueira, em Rio Grande, que recebia os peixes de trabalhadores locais e as drogas, trazidas da Bolívia e da Colômbia. Os produtos com os entorpecentes eram levados para o Aeroporto Internacional Salgado Filho, na Capital, em isopores, onde eram exportados. Em novembro do ano passado, a Polícia Federal apreendeu 72 quilos de droga nessas condições que iriam para a Espanha.

A operação foi deflagrada porque um dos administradores da indústria pesqueira comprou uma passagem para Portugal, o que levantou suspeita de fuga. Ao chegar ao país, foi preso. Assim como ele, outro administrador que também ficava em Rio Grande foi detido na Suíça. Outras duas pessoas da indústria pesqueira, um proprietário e um funcionário foram detidos em solo nacional, em Rio Grande. Os nomes não foram divulgados. Segundo a polícia, os três lavavam dinheiro do tráfico com imóveis comerciais e residenciais e dois postos de gasolina no Rio, ao custo total de R$ 5 milhões.

Outras pessoas ligadas ao caso já foram presas em São Paulo, Minas Gerais e Porto Velho. Os envolvidos ajudavam na entrada da droga no país. O de Minas Gerais seria o mandante do esquema, que já havia sido preso em 2007 com 300 quilos de cocaína no Rio de Janeiro.