COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

ALERTA PARA A PRODUÇÃO DE ECSTASY NO BRASIL

ZERO HORA 09 de agosto de 2013 | N° 17517

DESCOBERTA EM SC. Alerta para a produção de ecstasy


O estouro de um laboratório de ecstasy em Florianópolis, na noite de terça-feira, revela que o Brasil não apenas importa a droga sintética, mas também a fabrica em seu território. Santa Catarina, que já estava na rota da distribuição e do consumo do entorpecente, passa a ser considerada produtora em grande escala dos comprimidos.

No início do ano, um local de fabricação já havia sido desmobilizado no Estado vizinho, na praia de Ingleses. Desta vez, a quadrilha presa atuava na Lagoa da Conceição. O grupo, formado por jovens de classe média e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), agia na produção e na venda por atacado, segundo a Polícia Militar. No total, foram apreendidos com eles 33 mil comprimidos de ecstasy.

De acordo com o delegado Heliomar Franco, diretor de investigações do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) no Rio Grande do Sul, Santa Catarina é a principal origem do ecstasy que chega a território gaúcho – seja produzido lá mesmo, seja trazido da Europa. O delegado lembra que foram estourados laboratórios recentemente no RS, mas que produziam entorpecentes com outras substâncias:

– Existe um genérico que alguns dizem ser ecstasy, mas é outra substância. A grande maioria vem de fora, principalmente da Europa. O que tem por aqui (no Estado) é falso.

Apontado como cabeça do bando preso na terça-feira, o estudante Pablo Baumgarten, 23 anos, confessou que aprendeu a fórmula do ecstasy com um traficante de uma favela de São Paulo, há cinco anos, conforme a PM.

– Ele comprou os equipamentos para fazer a mistura, além da matéria-prima. Fez vários testes até acertar o ponto – disse o capitão Daniel Nunes.

O laboratório foi montado nos fundos da casa de Pablo. Também foram apreendidos haxixe, maconha, prensa, 50 quilos de matéria-prima para a fabricação das pastilhas e balanças.