COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

sábado, 23 de agosto de 2014

MUDANÇA QUE VALE A PENA


ZERO HORA 23 de agosto de 2014 | N° 17900


LUIZ CARLOS CORRÊA DA SILVA*


Esta reflexão vale especialmente para o leitor que ainda fuma. Não falarei de problemas da saúde por serem mais do que conhecidos. São 6 milhões de mortes anualmente, no mundo, devido a doenças relacionadas ao tabaco, particularmente do coração, das artérias – sobretudo os derrames cerebrais, dos pulmões e o câncer. Fumar aumenta 30 vezes a chance de ter câncer de pulmão. Um em cada cinco fumantes tem enfisema pulmonar. Os danos são muitos, culminando com a perda de mais de 10 anos de vida e da qualidade de vida. A propósito, você conhece alguém que se arrependeu de parar de fumar? Chico Anysio declarou não se arrepender de nada que fez na vida a não ser ter fumado.

Não chamarei atenção para os prejuízos profissionais. As empresas sabem que fumantes representam perda de produtividade, maior absenteísmo e menor preferência dos clientes, na sua maioria não fumantes.

Nem lembrarei seu desafio diário, pois sabe que faz mal, quer parar de fumar, mas não consegue tomar esta decisão. E sabe por quê? Porque a dependência o controla e dificulta sua mudança de comportamento. Se admitisse ter uma doença, como acontece com quem tem pneumonia ou pressão alta, aceitaria procurar ajuda e fazer um tratamento.

Não insistirei muito com você, pois costuma fugir desta abordagem. Talvez, nem esteja mais me lendo. Evitarei falar da sua autoestima, corroída pela dependência que só trará prejuízos e danos. Nem vou lembrá-lo do seu convívio social, prejudicado por não mais poder fumar nos ambientes fechados. Contenção e constrangimento acontecem no seu dia a dia.

Vou falar, sim, dos seus maiores valores. Da sua vida, dos seus entes queridos e dos seus sonhos. Seus planos poderão ser prejudicados, perdidos ou simplesmente nunca se realizar. E, convenhamos, em troca de quê?

Por favor, pare, pense em você, considere as pessoas que ama e não quer ver sofrer, esqueça a mídia e as pressões, use apenas a sua cabeça de maneira independente, inteligente e objetiva. Seja egoísta ao extremo para com sua saúde e tome imediatamente a decisão que será um marco na sua vida e, talvez, sua salvação!

*Médico da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

LUIZ CARLOS CORRÊA DA SILVA