COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

COMBATE A CRACOLÂNDIAS

Caxias começa cadastro de usuários de drogas. Força-tarefa pretende traçar perfil e recuperar dependentes químicos - SILVANA DE CASTRO, ZERO HORA 13/04/2012

O cadastramento de dependentes químicos que utilizam casas abandonadas e terrenos baldios para consumir crack em Caxias do Sul começa hoje. Ontem, foram definidas as estratégias de abordagem de frequentadores das cracolândias.

O propósito da ação, a primeira de uma força-tarefa criada para combater a epidemia, é conhecer o número de pessoas que se apoderaram desses espaços e saber se elas migram para outros lugares quando as cracolândias são destruídas. Com base no cadastro, os nomes serão repassados para a Fundação de Assistência Social (FAS) e a Secretaria da Saúde do município, para o encaminhamento à recuperação.

A abordagem será efetuada por policiais militares, guardas municipais e uma assistente social da Secretaria da Segurança Pública e Proteção Social. A equipe será formada por seis pessoas. Havia uma dúvida levantada sobre a presença da Brigada Militar (BM), que poderia afugentar os dependentes. Porém, como a participação dos policiais é considerada fundamental para garantir a segurança da equipe, eles serão os primeiros a contatá-los. Depois, a assistente social conversará com os usuários, falará dos serviços para a recuperação e aplicará um questionário.

Não haverá funcionários da FAS nem da saúde no trabalho de cadastramento. Isso poderia confundir o público-alvo.

– Não vamos juntos porque nós fazemos a parte de acolher. Se eu for com um policial, eles (os viciados) perdem a confiança em mim. Vão pensar: a FAS agora é repressão. Com as informações que a equipe nos passar, vamos confrontar com os nomes dos que já procuraram atendimento em algum momento – explica a presidente da FAS, Maria de Lurdes Grison.

No questionário que traçará um perfil do viciado, haverá questões como a filiação, onde nasceu, apelido, escolaridade e em qual escola estudou.

– Será quase que um censo dos consumidores de drogas para se avaliar o tamanho do problema e, depois, trabalhar uma resposta compatível por parte do poder público – diz o diretor-geral da Secretaria da Segurança Pública e Proteção Social, José Francisco Barden da Rosa.

Não há um prazo previsto para a conclusão do cadastramento. As visitas às cracolândias acontecerão em diferentes horários.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Parabéns à Caxias do Sul pela iniciativa. Resta agora ter apoio da Justiça, da União e do Governo do RS.