COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

GUERRA À PEDRA - RS TERÁ 5 CENTROS CONTRA CRACK


Presidente detalhou ontem as universidades que treinarão profissionais em programas que devem começar no próximo mês - ZERO HORA, 17/02/2011


Os Centros Regionais de Referência em Crack e Outras Drogas (CRR), que integram um plano do governo federal de combate contra o crack em todo o país, devem começar a funcionar no mês que vem em 23 universidades brasileiras, cinco delas no Rio Grande do Sul. O lançamento do projeto dos CRR foi feito ontem, em Brasília, pela presidente Dilma Rousseff.

– Precisamos formar profissionais. Sabemos que essa é uma droga que tem uma capacidade de propagação muito elevada e que, atrás do eixo da prevenção, pelo qual precisamos impedir que mais pessoas sejam vítimas do crack, são necessárias intervenções visando a tratamentos, clínicas e enfermarias especializadas, além de políticas de reinserção – afirmou Dilma.

Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) participarão do programa no Estado. Cada instituição contará com um centro destinado a treinar profissionais de saúde e de assistência social que já atendem usuários de drogas e suas famílias em seus municípios.

Em maio, outros 26 centros devem começar a operar, informou a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad). Os cursos têm duração de 12 meses e deverão formar seus primeiros participantes no ano que vem. As disciplinas abordarão o gerenciamento de casos, a reinserção social, o aconselhamento motivacional e o aperfeiçoamento de médicos. Cada projeto terá até R$ 300 mil do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) para treinamento de 300 pessoas. Serão formados 14,7 mil profissionais, em 844 municípios de 19 Estados do país.

A iniciativa de aperfeiçoar profissionais que lidam com dependentes de crack faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado no ano passado pelo governo federal. O chamado “PAC do Crack” prevê a ampliação do número de leitos de internação de usuários de drogas e a realização de estudos e pesquisas, entre outras medidas. O plano foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio passado. Na oportunidade, ele fez referência à campanha do Grupo RBS, Crack, Nem Pensar, citando-a como exemplo de campanha de mídia contra a droga.

CENTROS CONTRA CRACK NO RS: Universidade Federal de Pelotas; Universidade Federal de Santa Maria; Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre; Universidade Federal do Rio Grande e Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O QUE PREVÊ O PAC DO CRACK:

- Cursos de especialização: são os CRR, lançados ontem;

- Combate ao tráfico: o governo promete ampliar as operações policiais para desmantelar as redes de tráfico que abastecem o Brasil de crack. A ênfase será nas regiões de fronteira. Serão instaladas 11 bases móveis e fixas nas fronteiras com Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia;

- Mais leitos: o plano prevê dinheiro a curto prazo para a ampliação da rede de atendimento aos dependentes, por meio de financiamento às prefeituras. O governo anunciou que financiará projetos municipais de aumento do número de leitos em serviços de urgência e hospitais gerais. O resultado da avaliação e seleção dos projetos foi divulgado em janeiro. Das 145 propostas, foram aprovadas 78, provenientes de 13 Estados;

- Campanha de informação: lançamento de campanha nacional de mobilização, informação e orientação de caráter permanente. O objetivo é mobilizar a sociedade para a gravidade da droga e oferecer conhecimentos que ajudem a prevenir e enfrentar a dependência;

- Projeto Rondon: os estudantes que participam do Projeto Rondon, do Ministério da Defesa, vão lutar contra a droga. Os universitários serão treinados para lidar com usuários e, em vez de serem levados a regiões longínquas do país, passarão a atuar em locais de consumo e comunidades terapêuticas;

- Treinamento de agentes: o plano prevê um exército de combatentes bem treinados. Um dos focos é o treinamento, e inclui quem trabalha com o tratamento e a reinserção social, como profissionais da rede de saúde e da rede de assistência social;

- Disseminação de exemplos: o plano propõe que bons exemplos de tratamento e de reinserção social de usuários sejam multiplicados, para qualificar o atendimento. Um estudo mapeará os tipos de procedimentos e iniciativas que dão melhores resultados;

- Diagnóstico no país: o plano prevê conhecer melhor o crack, para combatê-lo com mais eficácia. Está previsto um amplo diagnóstico sobre o consumo da droga no país e as formas de tratamento da dependência.