ZERO HORA 25 de julho de 2013 | N° 17502
JORNADA NO BRASIL. No Rio, crítica ao tráfico
Em visita ao Hospital São Francisco de Assis da Providência de Deus, no Rio, Francisco condenou a liberação das drogas, proposta por ex-presidentes latino-americanos, como Fernando Henrique Cardoso
Simpático, simples e bem-humorado, o papa Francisco, que desde segunda-feira conquista os brasileiros, mostrou, no início da noite de ontem, no Rio de Janeiro, que não está disposto a transigir quando o assunto é consumo e comércio de drogas.
Na cerimônia que marcou a inauguração de um centro para dependentes químicos no Hospital São Francisco de Assis da Providência de Deus, no bairro da Tijuca, Francisco ressaltou a importância de ajudar o próximo, pediu a fiéis que sejam “portadores de esperança” e advertiu:
– Não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a influência da dependência química. É necessário enfrentar os problemas que estão na raiz do uso das drogas, acompanhando os que estão em momentos de dificuldade.
Mesmo sem citar nomes, era clara a alusão aos ex-presidentes do Brasil Fernando Henrique Cardoso, da Colômbia Cesar Gaviria e do México Ernesto Zedillo, que defendem a liberalização da maconha. Os ex-líderes sustentam que a política de repressão ao tráfico em curso na América Latina não está funcionando.
O Papa chamou os traficantes de “mercadores da morte” e lamentou:
– São tantos os “mercadores da morte” que seguem a lógica do poder e do dinheiro a todo custo!
Centro é considerado um legado da jornada
Assim como na missa realizada em Aparecida, na manhã de ontem, a palavra “esperança” mais uma vez ganhou destaque no discurso do Papa. Em uma fala voltada para jovens que sofrem ou sofreram com o uso de drogas, Francisco pediu que “não deixem que lhes roubem a esperança”.
– Hoje, neste lugar de luta contra dependência química, quero abraçar cada um e cada uma de vocês. Precisamos todos aprender a abraçar os que passam necessidade, como fez São Francisco – disse o Papa, em seu discurso a um público estimado em 1,5 mil pessoas.
Em outro trecho, o Pontífice reforçou o poder da fé e a força dos voluntários:
– Você encontrará a mão estendida de quem quer lhe ajudar. Vocês nunca estão sozinhos!
Após ouvir depoimentos de ex-usuários de drogas, o Pontífice afirmou que há inúmeros problemas no Brasil e no mundo que “clamam por atenção e amor”. Entre eles, a luta contra a dependência química.
Aplaudido no fim da cerimônia, o Pontífice se encaminhou para a residência oficial onde está hospedado. O papa Francisco deixou o hospital num carro fechado, mas, mesmo com a chuva, abriu o vidro para acenar para os fiéis. Antes do discurso, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, explicou ao Pontífice as funcionalidades do hospital e pediu bênção para a obra e para os “irmãos” que trabalham na instituição. O centro de dependentes químicos, que vai atender principalmente usuários de crack, é considerado um dos maiores legados da Jornada Mundial da Juventude para o Rio.
Emocionados, ex-dependentes químicos falaram ao Papa sobre suas experiências com drogas e agradeceram a visita ao hospital. Dois jovens, filhos de ex-dependentes, entregaram ao Papa uma imagem de São Francisco de Assis, feita por um ex-drogado, e flores.
JORNADA NO BRASIL. No Rio, crítica ao tráfico
Em visita ao Hospital São Francisco de Assis da Providência de Deus, no Rio, Francisco condenou a liberação das drogas, proposta por ex-presidentes latino-americanos, como Fernando Henrique Cardoso
Simpático, simples e bem-humorado, o papa Francisco, que desde segunda-feira conquista os brasileiros, mostrou, no início da noite de ontem, no Rio de Janeiro, que não está disposto a transigir quando o assunto é consumo e comércio de drogas.
Na cerimônia que marcou a inauguração de um centro para dependentes químicos no Hospital São Francisco de Assis da Providência de Deus, no bairro da Tijuca, Francisco ressaltou a importância de ajudar o próximo, pediu a fiéis que sejam “portadores de esperança” e advertiu:
– Não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a influência da dependência química. É necessário enfrentar os problemas que estão na raiz do uso das drogas, acompanhando os que estão em momentos de dificuldade.
Mesmo sem citar nomes, era clara a alusão aos ex-presidentes do Brasil Fernando Henrique Cardoso, da Colômbia Cesar Gaviria e do México Ernesto Zedillo, que defendem a liberalização da maconha. Os ex-líderes sustentam que a política de repressão ao tráfico em curso na América Latina não está funcionando.
O Papa chamou os traficantes de “mercadores da morte” e lamentou:
– São tantos os “mercadores da morte” que seguem a lógica do poder e do dinheiro a todo custo!
Centro é considerado um legado da jornada
Assim como na missa realizada em Aparecida, na manhã de ontem, a palavra “esperança” mais uma vez ganhou destaque no discurso do Papa. Em uma fala voltada para jovens que sofrem ou sofreram com o uso de drogas, Francisco pediu que “não deixem que lhes roubem a esperança”.
– Hoje, neste lugar de luta contra dependência química, quero abraçar cada um e cada uma de vocês. Precisamos todos aprender a abraçar os que passam necessidade, como fez São Francisco – disse o Papa, em seu discurso a um público estimado em 1,5 mil pessoas.
Em outro trecho, o Pontífice reforçou o poder da fé e a força dos voluntários:
– Você encontrará a mão estendida de quem quer lhe ajudar. Vocês nunca estão sozinhos!
Após ouvir depoimentos de ex-usuários de drogas, o Pontífice afirmou que há inúmeros problemas no Brasil e no mundo que “clamam por atenção e amor”. Entre eles, a luta contra a dependência química.
Aplaudido no fim da cerimônia, o Pontífice se encaminhou para a residência oficial onde está hospedado. O papa Francisco deixou o hospital num carro fechado, mas, mesmo com a chuva, abriu o vidro para acenar para os fiéis. Antes do discurso, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, explicou ao Pontífice as funcionalidades do hospital e pediu bênção para a obra e para os “irmãos” que trabalham na instituição. O centro de dependentes químicos, que vai atender principalmente usuários de crack, é considerado um dos maiores legados da Jornada Mundial da Juventude para o Rio.
Emocionados, ex-dependentes químicos falaram ao Papa sobre suas experiências com drogas e agradeceram a visita ao hospital. Dois jovens, filhos de ex-dependentes, entregaram ao Papa uma imagem de São Francisco de Assis, feita por um ex-drogado, e flores.
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