COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

sábado, 18 de janeiro de 2014

UMA CAVALGADA NO INFERNO

GNAT GLOBO 17/01/2014 às 16:35

Irene Ravache conta detalhes da luta pela recuperação do filho viciado



'Foi uma cavalgada no inferno!', contou a atriz

O "Marília Gabriela Entrevista" deste domingo (19) traz Irene Ravache. A atriz fala sobre sua carreira, seus papéis mais importantes e, quando assunto é sua vida pessoal, ela não foge da conversa. Entre os assuntos, Irene conta como enfrentou o vício do filho em drogas, e lembra detalhes de todo o processo de recuperação dele. "Foi uma cavalgada no inferno", desabafa Irene, que diz ter havido momentos em que olhava para o filho e não o reconhecia. "Houve um dia - ele já vinha em recuperação - em que eu olhei para ele e vi outra vez o meu filho. É uma coisa avassaladora!", recorda-se.

A atriz contou que diversas vezes ela e o marido tentaram interferir e internar o filho à força, mas que esse apoio da família só funcionou no dia em ele buscou ajuda sozinho. "Quando funciona mesmo é quando a pessoa diz 'eu cheguei ao fundo do poço'. Agora, o fundo do poço qual é?", questiona.

Confira um trecho da entrevista..



 
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Quando estava na ativa e inserido em Conselhos Municipais de Entorpecentes e Segurança Escolar, recebia familiares de dependentes totalmente desolados, desorientados e com medo. E, pior, sentíamos uma angústia conjunta diante da sensação de impotência para resolver o problema diante das dificuldades em encontrar vaga num centro de tratamento de dependências (só existia um na época), hospitais especializadas, e da pessoa querer se tratar. É muito descaso dos Poderes no enfrentamento de um problema que tem levado milhares de brasileiros serem aliciados pelas facções, cometerem crimes e morrerem pela lei do crime, por overdose ou nos confrontos com a polícia.