COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

domingo, 4 de maio de 2014

A LUTA CONTRA O CRACK


OPINIÃO ZH 03 de maio de 2014


Campanhas
têm início,
meio e fim.
O problema
das drogas não


MARCELO LEMOS DORNELLES
Subprocurador-geral de Justiça e ex-presidente do ICNP




Há alguns anos, na AMPRS, decidimos fazer uma campanha, com apoio dos promotores de Justiça, visando esclarecer a população sobre os malefícios do crack. Uma droga presente nas principais ocorrências que chegavam ao MP com violência: urbana, doméstica e familiar. O movimento buscava, também, alertar para uma desarticulação dos setores público e privado para o enfrentamento do problema.


Na sequência, o Grupo RBS lançou a campanha publicitária Crack, Nem Pensar, que, com cenas fortes, chamou a atenção de toda a sociedade para o tema. O crack e seus efeitos foram para a agenda das autoridades públicas e de profissionais identificados com o tema. Com isso, houve uma grande mobilização buscando minimizar o problema. Contudo, todas as campanhas têm início, meio e fim. Mas o problema das drogas não. Ele é permanente e tem aumentado a cada dia. Por maiores que sejam os esforços gerais.


Por isso, surgiu do presidente do Conselho de Administração do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, a ideia de se criar um instituto para tratar do tema, para que as preocupações e problemas desvelados pelas campanhas continuassem com atenção permanente. Assim, criou-se o Instituto Crack, Nem Pensar, instituído por representantes da AMPRS, Ajuris, UFRGS e Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, com seus similares de SC.

Tive a honra de ter sido o primeiro presidente e, agora, cumpridos dois mandatos, repassei o bastão ao doutor Luiz Mathias Flach, eminente juiz de Direito aposentado, com extensos serviços prestados à causa.
Tivemos várias dificuldades inerentes ao início de uma atividade. Mesmo assim, somando esforços voluntários, conseguimos trabalhar alguns projetos na área de prevenção. Entre eles, Drogas: articulando redes _ Edição Fronteira Oeste, Cinema na Escola e Um Novo Amanhã _ Vencer esta luta é possível.

Além de inúmeros eventos, palestras, seminários, sempre buscando a discussão serena e técnica sobre os principais problemas relacionados à drogadição. O prosseguimento desta luta é fundamental e deve ser de todos. Boa sorte à nova diretoria e continuo soldado da causa.