COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

sábado, 10 de dezembro de 2011

RS RECEBERÁ R$ 40 MILHÕES PARA TRATAR DEPENDENTES


GUERRA AO CRACK. Em passagem pelo Estado, ministro da Saúde confirmou a criação de mil leitos pelo SUS até 2014 - LUÍSA MEDEIROS, zero hora 10/12/2011

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ontem um reforço importante no combate à epidemia de crack no Estado: R$ 40 milhões em investimentos. A verba deve chegar em 2012, destinada à reestruturação da rede de atendimento de saúde mental, o que inclui o tratamento para dependentes de drogas.

A notícia foi dada em meio a uma série de compromissos firmados pela melhoria do atendimento em saúde no Rio Grande do Sul. Eles incluem a confirmação de novos mil leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) até 2014.

A intenção do ministério é criar, no Estado, 44 novos leitos e qualificar outros 121 (totalizando 165) em enfermarias especializadas em álcool e drogas, destinados a internações de curta duração. Também deverão ser criados quatro novos e qualificar 14 Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas 24 horas (CAPsad) para tratamento continuado, além de estruturar 26 novas unidades de acolhimento, sendo 18 destinadas ao atendimento de adultos e outras oito para crianças e adolescentes.

Outra novidade é a implantação de 13 “Consultórios na Rua”, estruturas que atenderão a população sem residência fixa em municípios com mais de 100 mil habitantes. Os investimentos podem chegar a R$ 116,8 milhões até 2014 para a implementação e manutenção dos serviços.

– Queremos reorganizar toda a rede de atendimento para melhor acolher dependentes químicos, especialmente do crack – afirmou Padilha.

Grupo Conceição também é contemplado com verba

As ações fazem parte do plano Crack, É Possível Vencer, lançado na quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff e que prevê investimentos de cerca de R$ 4 bilhões até 2014. Os termos de compromisso foram assinados em cerimônia no final da manhã no Palácio Piratini, quando Padilha se comprometeu a criar mil leitos na Capital até 2014. A cerimônia foi acompanhada pelo governador Tarso Genro, pelo prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, e pelo secretário estadual da Saúde, Ciro Simon.

– Esse compromisso ao qual estamos nos propondo vai nos ajudar a esvaziar as emergências dos hospitais da Capital, que estão sobrecarregadas – reiterou Simon.

O ministro também assinou a ordem de serviço das obras nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Lajeado e Santo Ângelo, que receberão, cada uma, investimento de R$ 3 milhões.

Pela manhã, Padilha confirmou o repasse anual de R$ 3,6 milhões ao Grupo Hospitalar Conceição para custeio e ampliação da assistência da emergência da casa de saúde, que passa a integrar o sistema S.O.S Emergências. À tarde, visitou as obras do Hospital da Restinga, na zona sul da Capital, e deu uma aula para o curso de enfermagem da UFRGS.


S.O.S. Emergência

- É uma ação estratégica do Ministério da Saúde para a qualificação da gestão e do atendimento em grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como o Grupo Hospitalar Conceição, que realiza 3,3 mil internações mensais.
- A ideia é qualificar a gestão, ampliando o acesso aos usuários em situação de emergência e garantindo atendimento ágil e humanizado por meio do acolhimento do paciente logo que ele ingressa ao hospital por uma equipe que define o seu nível de gravidade e o encaminhara ao atendimento específico.
- Dessa maneira fica mais organizada a gestão de leitos, fluxo de internação e a implantação de protocolos clínico-assistenciais e administrativos.