COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CRACK - CRISE DE ABSTINÊNCIA PROVOCA TRÊS SURTOS DE 40 MINUTOS POR DIA

Crise de abstinência do crack assusta médicos. Crianças internadas no Rio têm três surtos de 40 minutos por dia. Jornal do Brasil - Caio de Menezes - 15/06/2011

Um acordo entre o Ministério Público, a Vara da Infância da Juventude do Rio de Janeiro e a Secretaria Municipal da Assistência Social determinou que crianças e adolescentes apreendidos enquanto consomem crack, se comprovado o vício, serão internados de forma compulsória para tratamento da dependência.

O Jornal do Brasil visitou a Casa Viva, espaço em Laranjeiras (Zona Sul do Rio), para onde são levados os meninos e meninas abordados nas cracolândias da cidade. Funcionando desde o último dia 25, o abrigo, que tem capacidade para 25 pessoas, conta hoje com oito internos.

Ex-viciado ajuda a salvar garotos dependentes de crack. Jornal do Brasil - Caio de Menezes

No abrigo onde estão internados compulsoriamente oito meninos e meninas dependentes de crack encontrados nas ruas do Rio, merece destaque um homem robusto e com cara de mau. Além do tamanho, chama a atenção em Sávio Fernandes, de 38 anos, um dos nove educadores que trabalham na Casa Viva, em Laranjeiras (Zona Sul do Rio) o fato de ser ele um ex-dependente químico. Há dez anos livre das drogas, Sávio viu nesse trabalho a oportunidade de ajudar alguém da forma como também lhe estenderam a mão.

“O meu grande trabalho é poder proporcionar a esses meninos e meninas o entendimento. Eu sei o que estão passando, me vejo neles”, disse ele, que usava cocaína, maconha e álcool. “Tenho a noção de que, quando são agressivos, eles não o fazem por maldade. É pura inconsciência. Sei que não posso responder da mesma forma, eles não têm medo de nada. A resposta que dou é amor e respeito”.