COMPROMETIMENTO DOS PODERES

As políticas de combate às drogas devem ser focadas em três objetivos específicos: preventivo (educação e comportamento); de tratamento e assistência das dependências (saúde pública) e de contenção (policial e judicial). Para aplicar estas políticas, defendemos campanhas educativas, políticas de prevenção, criação de Centros de Tratamento e Assistência da Dependência Química, e a integração dos aparatos de contenção e judiciais. A instalação de Conselhos Municipais de Entorpecentes estruturados em três comissões independentes (prevenção, tratamento e contenção) pode facilitar as unidades federativas na aplicação de políticas defensivas e de contenção ao consumo de tráfico de drogas.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

MACONHA NA FAMÍLIA

BEATRIZ FAGUNDES, REDE PAMPA, O SUL, Porto Alegre, Quinta-feira, 16 de Junho de 2011.


Muitas famílias recebem de suas filhas a informação de que vão dormir na casa de amigas - velhíssima formula de fugir do policiamento "injusto" familiar -, as quais se dirigem para as mais "violentas" regiões comandadas pelo tráfico de drogas na nossa mui bela e valorosa Capital! Ontem o Supremo Tribunal Federal bateu o martelo, a bigorna e o tacape sepultando a histérica discussão sobre a validade ou não das marchas pela liberalização da maconha em todo o território nacional! Acabou. Agora, está liberado. Quem quiser fazer uma caminhada, passeata ou qualquer outra forma de manifestação - vale inclusive ciclistas pelados - com a missão de abrir caminho para a liberação da maconha, já não deve temer qualquer resistência.

Mas, acalmem-se os maconheiros de plantão. O mesmo STF votou por unanimidade contra a ação proposta pela Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (Abesup) para que condutas como o cultivo doméstico da maconha também fossem reconhecidas legalmente. Por unanimidade, o Superior Tribunal Federal negou o pedido. Além do cultivo doméstico da maconha, a Abesup pleiteava também o porte de pequena quantidade da droga, seu uso em âmbito privado, a utilização da referida substância para fins medicinais, o uso ritual da maconha em celebrações litúrgicas, a utilização da substância canábica para fins econômicos. A associação pediu ainda a concessão de ofício, em caráter abstrato, da ordem de habeas corpus em favor de quaisquer pessoas que incidissem em tais comportamentos. "Só!" Diria o "mano"! Que shit! Não entro no mérito por absoluta impotência.

Imaginem os senhores leitores deste jornal que, em pleno território aparentemente policiado de nossa bela Capital, Porto Alegre - segundo operadores da ?noite', especialmente taxistas -, redutos de bailes "funks" de altíssima "voltagem" fashion estão absolutamente liberados sem qualquer controle.

Muitas famílias recebem de suas filhas - segundo as informações, meninas lindas, super-produzidas, oriundas dos melhores bairros classe média-alta - a informação de que vão dormir na casa de amigas - velhíssima formula de fugir do policiamento "injusto" familiar -, as quais se dirigem para as mais "violentas" regiões comandadas pelo tráfico de drogas na nossa mui bela e valorosa Capital! Segundo as informações, no Campo da Tuca, por exemplo, a "viagem liberada" é geral e "suportada" pelas autoridades policiais, as quais reconhecem não apenas este endereço como reduto sem controle de uma "sociedade paralela" sem fronteira e sem qualquer possibilidade de controle. Aqui, neste pequeno espaço poderíamos identificar mais três ou mais endereços de "bailes funk" nos quais o lema é "liberou geral!".

Repito a informação acima: meninas de classe média-alta estão frequentando os bailes das favelas. Se alguém perguntar se sou contra, respondo: quem sou eu para julgar a nossa "doce sociedade"! Nada melhor do que a "integração" das classes sociais, diria o guru sem caráter! A dramática questão é: quantas destas meninas estão irremediavelmente vinculadas à "questão social" de forma real e sem controle? Se você conversar com os taxistas que transportam as filhas e filhos da classe média e alta de Porto Alegre em direção aos bailes "funk", reconhecidos e admitidos pelas autoridades de Porto, suas "historias" ou "estórias" serão avassaladoras. Qual autoridade assumirá a responsabilidade de confirmar as trágicas informações? Covardia ou equilíbrio? A conferir!